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O bom e tradicional Estudo do Meio

Dos professores de História, Fabiana e Fernando, o site recebeu um texto explicativo a respeito do Roteiro dos Bandeirantes – Santana do Parnaíba, Itu e Porto Feliz.

Convidamos nossos leitores a acompanhá-los:

“Trilhar parte da rota dos bandeirantes, com as turmas da primeira série do Ensino Médio do Colégio Nossa Senhora do Rosário, é parte de um intenso diálogo entre História Geral e do Brasil. A intensão primeira foi conhecer os caminhos e a entrada das bandeiras paulistas para o sertão, para assim, aproximar nossos estudantes das antigas vilas (hoje municípios) que expressam as estratégias coloniais de povoação, das práticas de escravização dos povos indígenas e das populações africanas, na complexa economia colonial entre o açúcar, o ouro, o trigo, a pecuária, o algodão, e por fim, o café.

Pensar a arquitetura, as formações rochosas, a importante malha ferroviária criada no estado, o Rio Tietê como o caminho das águas essencial ao bandeirantismo, teve centralidade pedagógica, preocupada na correta problematização entre passado e presente. O repertório adquirido na viagem será fundamental para as discussões posteriores sobre as disputas contemporâneas em torno de monumentos históricos: o presente é desafiado a criar novos significados, para muitas obras e narrativas, para melhor compreender a prática artística de escultores que respondiam às encomendas de muitas obras, claramente produzidas para celebrar e enaltecer o passado bandeirante paulista. Pensar os museus como parte das muitas celebrações também integra a nossa proposta pedagógica.

As visitações aos centros históricos, com edificações dos séculos XVII, XVIII, XIX, permitiram experenciar as praças e as Igrejas como espaços de múltiplas sociabilidades. Observaram-se vivências em local de missas, procissões, festas como o carnaval parnaibano, locais onde, ainda hoje, acontecem eventos que preservam as tradições do samba de bumba, da reza cabocla, manifestando a força da arte popular, da resistência de muitos escravizados e do sincretismo, como fortes elementos culturais da região.

Conhecer parte do Circuito da Taipa de Pilão, para o estudo das construções de paredes estruturais de taipa, hoje tombadas pelo IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), completa a aprendizagem feita em sala de aula sobre a relevância da cultura material e das disputas em torno do patrimônio histórico, temáticas que têm centralidade nos estudos da história e na atualidade.”