Dominicanas de Monteils

A origem da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário de Monteils, à qual o Colégio está ligado, remonta ao longínquo século XII.

Precisamente em 1170, quando nasce, na Espanha (Castela), Domingos de Guzman. Domingos, que logo após sua morte (1221) seria consagrado como santo, funda a Ordem dos Pregadores, que deveria levar a todas as nações a palavra de Deus.

De Domingos, portanto, deriva não só a palavra “dominicana”, como a inspiração do gosto por falar de Deus, por agir de forma cristã e por respeitar os homens segundo o tempo e o contexto em que vivem.

A família dominicana espalha-se pelo mundo e, hoje, reúne Frades, Monges, Irmãs, membros de Institutos Seculares e Fraternidades de leigos. Todos usam a mesma divisa impressa no brasão: VERITAS (Verdade).

Séculos depois (XIX), Alexandrine Conduché funda, na cidadezinha de Bor, uma congregação feminina dedicada ao ensino e ao cuidado dos enfermos, numa rara junção de apostolado e profissão.

Já sob o nome de Anastasie, encontra, durante uma visita do dominicano Padre Cormier, a afinidade de espírito de que ela e sua jovem comunidade necessitavam para se filiar à Ordem de São Domingos.

O ano é 1881. O Papa Pio X aconselha as congregações religiosas a abrirem núcleos fora da França, a fim de contornar as perseguições de autoridades leigas naquele país. Padre Cormier, dominicano e francês, apresenta um projeto para a viagem e instalação das irmãs em solo brasileiro, seguindo os passos missionários dos próprios dominicanos que aqui estavam desde 1880. E as “irmãzinhas” estão dispostas a deixar a França, trocando-a pelas distantes terras do Brasil. Eis que o plano une dois pontos básicos que sedimentam o carisma dominicano: o cuidado com a saúde e a educação do homem.

Numerosas Irmãs se apresentam como voluntárias, vão à Lisboa aprender português e, como pioneiras, chegam a Uberaba, Minas Gerais, Brasil.